Sessão 9


“Crenças: Duplicidade”




Quarta-feira, 24 de Maio de 1995
(Versão revista e resumida)
Tradução de: Amadeu Duarte


ELIAS: As crenças são duma importância extrema porquanto governam o vosso enquadramento físico. Tudo o que fazeis obedece a uma crença. Para muita gente isto torna-se um tema bastante difícil. Esta sessão é importante para a vossa compreensão. Muitos que me vêm escutar acreditam que o fazem para se tornarem “esclarecidos” mas isso não é necessariamente correcto. Alguns vêm para assistir ao fenómeno, outros a fim de escutarem o que digo, mas apenas por algum tempo. Outros ainda desejarão verdadeiramente expandir os horizontes...

Vós, juntamente com uns quantos mais, possuís ao nível da Essência o conhecimento de que o vosso ciclo neste enquadramento físico está prestes a completar-se. É por isso que vos abris desse modo à informação que eu dispenso. Alguns dos que se nos associam nestas sessões repetirão esta experiência física. Eles podem não sentir a insistência procedente da sua Essência de forma tão forte quanto vós. Isso deve-se a que as vossas Essências se preparem para um novo enquadramento. Incluímos o Michael nesse novo enquadramento igualmente. Ele não está muito certo disso, porém está certo no pressentimento que tem, coisa em que ainda não acredita. Ele não prosseguirá neste enquadramento físico. Desse mesmo modo, vós também escolhestes esse novo caminho. Mas não estais sós nisso; outros sentirão esta ânsia de voltarem a enquadrar-se. Ainda não alcançaram a situação em que já vos encontrais. Sereis capazes de o partilhar com eles e de os auxiliar.

...

Continuando, o Michael sente uma forte atracção pelo Lawrence e pelo Oliver... Por tal razão é que escolhemos ajustar-nos a vós. Ambos possuís uma enorme compreensão. E servireis de bastante auxílio e suporte ao Michael. Isto é importante. Não obstante ele estar a aprender muito rápido, ainda se acha confuso. Também está algo assustado com esta experiência. Ele não está ajustado e está a entrar em conflito com as crenças que abriga. Está a deslocar-se mais rápido do que está a conseguir assimilar. Na minha perspectiva isso não constitui factor nem problema; na vossa perspectiva, até mesmo uma mudança positiva pode tornar-se esmagadora. Mas com a confiança que deposita em vós ele aceitará o vosso suporte. Isso faz parte da vossa intenção. Trata-se dum acordo que esquecestes. Agora é tempo de recordardes esse vosso acordo, ajudando-vos uns aos outros.

Esta noite vamos deixar a escolha do tema ao vosso critério. Se desejardes colocar questões vamos concentrar-nos nas questões; se desejardes informação oferecer-vos-emos informação. É convosco!

PERGUNTA: O Michael passou por uma experiência diferente e indescritível durante a nossa mais recente sessão. Podes falar-nos sobre isso?

ELIAS: O Michael está a mover-se muito, muito rápido e em meio à excitação que sente ele projectou-se para lá de qualquer enquadramento conhecido ou imaginado. Projectou-se muito longe e isso é bastante incomum. Isso correspondeu ao enorme desejo que ele tinha de conhecer coisas fora deste enquadramento. Passamos a explicar.

Ele projectou-se muito para além de mim rumo a uma dimensão e enquadramento com que me acho familiar, mas em que não me encontro. A razão porque sente dificuldade em descrever a experiência que teve deve-se a que, o plano para onde se projectou não pode ser descrito por palavras. Também não existe qualquer tradução para isso em nenhuma língua, em nenhuma outra dimensão nem no enquadramento físico.

A presença que sentiu era a de mestres extremamente evoluídos. Eles não possuem forma, do modo como estais habituados a pensar em qualquer coisa com forma. Entendo a dificuldade que sentiu em pronunciar-se com relação às cores que perspectivou. Eu tive uma percepção dessa impressão de cor e é ainda mais sublime do que a minha. O nosso espectro colorido é indescritível em termos físicos mas esse espectro colorido ainda transcende o nosso. Ele não teve a percepção de som mas se o fizerem recordar ele será capaz de se lembrar de sons pouco familiares no enquadramento dele e no meu; tons duma tal magnitude artística que são capazes de tornar qualquer dos sons mais comovedores que já experimentastes no vosso enfoque incrivelmente diminutos. Não sou capaz de descrever tal dimensão, unicamente porque só dela obtive um vislumbre, e apenas parcial. Aconselhamos o Michael a adoptar precaução para não se habituar demasiado a esse tipo de projecção.

PERGUNTA: Será por não ser bom para ele?

ELIAS: Não é uma questão de “ser bom para ele” (A sorrir), trata-se de ele poder “evadir-se”. Pode ser que ele ache difícil voltar atrás. Eu não estava à espera da extrema ânsia que ele manifestou quando referi que ele poderia não se evadir.

...

PERGUNTA: O Michael sente-se confuso com relação ao sonho que teve ontem à noite. Podes-nos dizer algo acerca dele?

ELIAS: O Michael não pratica e fica confuso por não se lembrar! Mas ele saiu-se muito melhor hoje. O Michael por vezes espera que eu lhe sirva de intérprete mas ele possui a capacidade de interpretar por si só. Tal qual uma criança que deseja que os pais façam tudo por ela, ou que não sente vontade de caminhar e está à espera que os pais a carreguem ao colo, o Michael parece não querer mover-se em determinadas áreas e está a contar que eu me ofereça para o levar comigo. É importante que observe e pratique durante o tempo que passa a dormir. Também o é para vós, pois vós despendeis imenso tempo nesse estado. E essa constitui a oportunidade mais fácil e mais completa de contactarem a vossa Essência, o que não devia ser negligenciado.

PERGUNTA: Como poderemos praticar?

ELIAS: Podeis começar por dizer a vós próprios, antes de mergulhardes no sono, para observardes os movimentos que ocorrerem durante o sono, ou simplesmente para recordarem uma impressão colhida durante um sonho. Mas lembrem-se sempre de que deveis começar com pequenos passos; não podeis simplesmente cair no sono esta noite e projectar-vos rumo às estrelas de forma automática! Tendes que praticar. Podeis igualmente tentar uns breves exercícios para o vosso estado de vigília, que podeis descobrir ser um método de contacto mais acessível. Podeis começar por uma visualização ou por uma simples meditação.

Eis aqui um exercício simples que podeis estabelecer e vos auxiliará a ter confiança em vós próprios. Sentai-vos numa cadeira e relaxai o corpo. Visualizai por instantes alguma coisa com que vos sintais confortáveis. Não vos concentreis demasiado. Quando se sentirem concentrados e relaxados abandonai a visualização. Senti ou imaginai o vosso corpo como que a fundir-se à cadeira. Não precisa ser uma experiência ou um exercício demasiado alongado pois destina-se somente a proporcionar uma alteração no vosso ajustamento. Quando tiverdes consciência de poderdes alterar a vossa aproximação sereis mais capazes de confiar e havereis de sentir ser mais fácil contactar os vossos sonhos e a vossa Essência.

PERGUNTA: Questiona acerca de algumas experiências anteriores tidas durante uma meditação, e dá conta de alguns eventos pouco usuais que teve com tais experiências.

ELIAS: Essa é uma maravilhosa observação respeitante à vossa capacidade criativa. Tal como referi na nossa discussão das crenças, vós não acreditais ser Essências verdadeiramente criadoras. Estes pequenos exemplos, se prestardes atenção, conduzi-los-ão à verificação de que sois Essências criadoras. Sois capazes de criar qualquer coisa que desejeis! Não será tão engraçado que não abrigueis qualquer dúvida quanto à vossa capacidade de produzirdes coisas tão “más” e não acrediteis na vossa criatividade quando ela se manifesta numa expressão de beleza?

PERGUNTA: Se acordarmos de manhã e não sentirmos nada para fazer de positivo, por vezes somos capazes de criar algo negativo como a depressão?

ELIAS: Isso é complicado. Não se trata duma questão de causa e efeito nem duma questão de terdes de criar pela negativa simplesmente porque vos sentis preguiçosos para criar pela positiva. Vós desejais sempre criar positividade mas isso faz-nos voltar para as vossas crenças e ao tema de perderem o contacto com os vossos impulsos.

Os impulsos consistem numa forma de incitação natural da vossa Essência que, quando ignorados ou postos em conflito ao fim de várias tentativas de expressão, acabais por sair frustrados. E com essa frustração, a expressão natural resultante deverá tornar-se uma criação negativa. Assimilaríamos isso às vossas nascentes de água quente, ou geysers, que brotam da terra. O seu fluxo por vezes é restringido, o que cria um acúmulo de gazes. Esse acúmulo natural, por falta de melhor expressão, faz com que o geyser jorre. Do mesmo modo que fazeis parte da natureza e da sua força criativa, quando bloqueais impulsos naturais durante um certo período de tempo, a reacção natural deverá ser a de fazer a energia jorrar através de vós.

PERGUNTA: Possuiremos impulsos anti-naturais?

ELIAS: Não. Existem apenas diferenças na expressão.

PERGUNTA: Inquire acerca da sensação de conflito que sentimos quando bloqueamos os impulsos e se não representará um “pontapé no traseiro universal”. (Nós rimos)

ELIAS: Isso não está correcto! (A rir para dentro)

PERGUNTA: Então nesse caso é a minha essência quem me está a dar um chuto no traseiro?

ELIAS: Isso já é correcto! Tu e o teu “pontapé cósmico no traseiro”, (aqui desfazemo-nos a rir) deviam notar agora ainda de forma mais realista a insistência procedente da tua essência! A vossa manifestação física dá lugar à criação de situações em acordo com as vossas crenças. Nos termos com que vos achais familiarizados, elas nem sempre vos são benéficas. Mas consistem em experiências. Esse é o vosso objectivo: experimentar. Mas, se não desejardes criar experiências “negativas”, nos vossos termos, então deveis notá-las quando as estais a criar. Deveis observar a forma como elas vos fazem sentir. Quando tiverdes notado essas coisas e avaliado a forma como deixais de gostar delas, então podeis alterar a vossa perspectiva e passar a criar de outro modo.

PERGUNTA: Questiona acerca das crenças, dos temores e das necessidades.

ELIAS: Há alturas em que não acreditais completamente em mudar a vossa atitude mas inicialmente isso não possui muita importância. Quando sobrepujais o vosso medo e até mesmo quando, em meio ao sentimento de temor confiais, a vossa essência corroborar-vos-á. Ela não vos desapontará! Aí olhareis para trás e direis: “Olha, resultou!” Então reconhecer-vos-eis a vós próprios, e merecereis uma palmadinha nas costas! (Riso geral) Se, mesmo por entre o temor e a descrença, apenas recordardes todas essas experiências de realização, havereis de comprovar o quanto estais verdadeiramente em contacto com a vossa essência.

...

ELIAS: Continuando. Com relação à questão da vossa crença acerca da duplicidade do vosso ser físico, vamos, em primeiro lugar, procurar ter a certeza de que entendemos o conceito. Compreendeis aquilo que quero dizer quando refiro que acreditais na vossa duplicidade básica?

PERGUNTA: Não completamente.

ELIAS: Obrigado. Ao longo de múltiplas manifestações evolutivas vós adquiris crenças que não só vos reforçam a separação da vossa essência como também vos asseguram que não deveis confiar em vós próprios porque vireis a enganar-vos a vós próprios. É por isso que não sois capazes de confiar. Mas isso não é verdade! (Dito com firmeza)

As vossas Igrejas doutrinam-vos nessa convicção quase a partir do berço, ao incutir-vos a crença básica na vossa natureza pecaminosa. Isso instila-vos a crença de que a vossa natureza não merece confiança. E isso é reforçado ao longo de várias manifestações evolutivas. As vossas crenças cristãs influenciaram-vos mais do que podeis ter consciência. Se escutardes os vossos padres e pastores de qualquer enquadramento cristão ouvi-los-eis expressar-vos que a natureza básica do homem não é digna de confiança, além do que, se abandonada à sua condição natural, revelar-se-á negativa e maldosa. É por tal razão que vos é apregoado que necessitais de Deus - para o referir nos termos que empregam. Mas isso não está correcto porque não necessitais de algo que já possuis! A Unidade Criativa Universal e o Todo é parte intrínseca vossa do mesmo modo que vós fazeis parte dela. Ao existe qualquer separação. Por isso, não necessitais do que já sois!

Vós fostes doutrinados no decorrer de múltiplas manifestações, na crença da separação. A fim de perpetuar essa crença, incluístes uma outra crença, crença essa que se tornou tão útil quanto destrutiva, e que reside na crença da vossa duplicidade. Mas isso, voltamos a frisar, não é correcto. Mas devido a que acrediteis nela, a inclinação prevalecente é a de duvidardes da vossa essência. É em razão disso que criais conflito... Perdão... Que permitis que o conflito medre na relação entre os sinais de insistência ou emoções da essência e os vossos pensamentos da essência. Clarificando a última frase; os pensamentos da essência não significa o que a vossa essência esteja a pensar mas antes que os pensamentos constituem uma criação básica e natural da vossa essência...

Quando tiverdes praticado o exercício que vos apresentei na última sessão, notareis essa divisão bem como o conflito entre os pensamentos e as emoções, ou os impulsos. Mas ainda vos achais em conflito com eles. (A olhar para a Vicki)

PERGUNTA: Sinto dificuldade em identificar os impulsos.

ELIAS: É possível que sejas capaz de identificar de modo mais fácil o termo insistência ou atracção do que impulso. Um impulso não consiste numa emoção; quando sois acometidos por uma emoção sentis algo, mas quando experimentais um impulso não tendes qualquer sensação. Não sentis nada parecido com uma emoção quando desejais comprar um carro. Podeis comprá-lo “levados pelo impulso”

PERGUNTA: Portanto, se comprarmos um carro movidos por um impulso, então isso ligar-nos-á mais à nossa essência?

ELIAS: Depende. Se agirdes com base no impulso em resultado de não actuardes sobre os impulsos, tal como mencionamos com o exemplo do geyser, isso não será seguir correctamente um impulso. Se estiverdes constantemente a identificar os impulsos e em harmonia com eles, aí comprareis o carro, e sentir-vos-eis bem com relação a isso.

PERGUNTA: Então o truque reside na harmonia, em nos acharmos em harmonia?

ELIAS: Correcto. (Pausa, e logo em seguida para a Elizabeth) Temos consciência de energia vinda da tua direcção.

RESPOSTA: Sinto um monte de sensações. As coisas estão a vir ao de cima e a mexer com um monte de emoções diferentes.

ELIAS: As emoções, tal como já referi, consistem em experiências. Devem ser encaradas enquanto que tal e nada mais que isso. Da mesma forma com que procurei expressar ao Michael, aquilo que percebeis como sendo emoções positivas são reconhecidas como experiências a que dais livre curso; não vos agarrais a elas. Àquelas emoções que percebeis como negativas, já não dais livre curso. Sentis ter que vos agarrar a elas e preservá-las, o que não é correcto, porque elas não são diferentes; ambos os tipos consistem em experiências. Acreditais que aderindo a essas emoções dolorosas ou confusas, de algum modo elas desabrocharão em algo maravilhoso? (A Elizabeth abana a cabeça num gesto de negação) Não, não acreditais! Nesse caso, porque razão havereis de escolher aderir a elas?

PERGUNTA: Então isso tem que ver com a duplicidade?

ELIAS: Correcto. Vós só permitis que a frustração e a confusão se instalem em vós ao deixardes que o conflito entre os elementos básicos da vossa essência ocorra. Tal como referi, o vosso intelecto - que podemos equiparar aos vossos pensamentos – consiste num elemento básico da vossa essência que vos serve numa relação bastante significativa e positiva porquanto vos faculta informação. Foi criado com a intenção de processar informação para a vossa percepção sensorial e não com o fim de servir como avaliação para as vossas emoções. A vossa essência já é capaz de avaliar as vossas emoções sem necessitar que os vossos pensamentos a auxiliem com isso.



Não existe qualquer positivo ou negativo reais. Os vossos pensamentos, no seu elemento natural, são neutros. Não são positivos nem negativos. Apenas servem o objectivo de processar a informação oriunda dos vossos sentidos. Eles constituem uma interpretação da vossa expressão física para a vossa essência. (Pausa) Estarei a processar informação demasiado rápido? (Riso geral)

...

PERGUNTA: Estamos todos preocupados com a Catherine. Estou certa de que estás a par da situação. Devíamos falar com ela ou deixá-la a sós? Poderemos afectá-la numa decisão que tome em qualquer sentido?

ELIAS: A Catherine procederá à sua própria decisão, em qualquer caso.

PERGUNTA: Nesse caso isso quererá dizer que devemos deixá-la só?

ELIAS: Não. A Catherine acha-se presentemente na mesma condição que uma pequenina flor delicada que pode ser facilmente esmagada se não se tiver cuidado. As pétalas dela podem facilmente sofrer mazelas se aqueles que as manipulam não usarem de suavidade. Ela necessita de aceitação e acha-se bastante temerosa. Apenas necessita ver confirmado o seu valor, mas ela procederá às suas próprias escolhas...

PERGUNTA: É bastante interessante que apenas eu e a Lawrence, e agora também a Elizabeth sejamos as únicas presentes nesta sessão. Isso leva-me a sentir-me especial.

ELIAS: E podes sentir-te especial! Na realidade não sois mais especiais do que qualquer outra essência existente; mas já que cada uma constitui aquela que é mais especial e a mais artífice e a expressão mais bela da Unidade Criativa Universal e o Todo, é muito “apropriado” que te sintas bastante especial. Também possuis uma aproximação distinta da das outras essências. Isso, tal como referi, continuará a estar em relação directa com o Michael. Dessa forma tu és diferente; porque eu acho-me directamente ligado ao Michael. A tua relação continuará para além daquilo em que as outras deverão tornar-se. Também declaramos que aqueles aqui presentes, além de uns quantos mais, estarão a completar este enquadramento físico. (Para a Elizabeth) Tu ligar-te-ás ao Mattie no mesmo tipo de aproximação e relação com que eu estabeleço com o Michael. Isso serve-te de consolo?

RESPOSTA: Serve. (Dito com toda a determinação)

PERGUNTA: Será que todos os que estão prestes a completar o seu círculo obtêm este tipo de auxílio?

ELIAS: Não.

PERGUNTA: Nesse caso porque razão seremos tão afortunados?

ELIAS: Vós pedistes. (Aqui dá-se uma longa pausa enquanto a Vicki espera, de caneta na mão, que o Elias termine a frase. Por fim ergue a cabeça e descobre que ele está a olhar fixamente para ela) Não estás a compreender! Ao nível da tua essência, tu tornaste-te bastante consciente. Tu, na tua essência, foste longe através deste teu enquadramento físico e ao fazeres isso a tua essência formulou o pedido.

PERGUNTA: Disseste que obteremos recordação do nosso acordo. Quando e como deverá isso ocorrer?

ELIAS: Vós podeis não recuperar a memória desse acordo por meio de pensamentos ou de palavras. Mas por meio dum contacto com a vossa essência, através de laços emocionais, vós recordareis. Nem tudo, no vosso enquadramento físico, tem que ser interpretado por pensamentos.

Aqui, podemos utilizar a Elizabeth uma vez mais, a título de exemplo. Ela relaciona-se na área das definições emocionais, as quais nem sempre estão ligadas ao pensamento ou à palavra, mas assumem identificação definitiva sob uma outra forma, forma essa que consiste nas sensações. E a vossa essência é tão capaz de compreender as sensações quanto o é de compreender as palavras. Algumas das essências que se acham no enquadramento físico identificam-se mais de perto com o pensamento, mas nenhum meio é mais eficiente do que outro. Todos consistem em modos diferentes de expressão e de identificação.

PERGUNTA: O Michael disse-me que eu falei enquanto dormia, no outro dia. (Aqui Elias ri abertamente e grunhe o seu riso especial)

ELIAS: Isso foi muito divertido! Isso ficou a dever-se ao teu sonho, o qual não recordas. O teu sonho foi com respeito a resmas de transcrições. Nessa expressão tu exclamaste: “Demasiadas palavras!” Eis aqui um exemplo magnífico da diferença da forma com que uma essência se identifica no seu enquadramento físico. Tu, no teu enfoque, identificas-te com sensações e sentes que as palavras as obscurecem muitas vezes. O Michael identifica-se com as palavras e não se relaciona com as emoções devido a que pense que as emoções lhe obscurecem o pensamento. Mas ambas estão correctas. (Pausa)

Pensas (Para a Elizabeth) ou sentes (Para a Vicki) ter obtido suficiente informação esta noite? (Todas concordamos com bastante riso) Nesse caso vamos deixá-las nas vossas divisões do pensamento e da sensação, esperando que elas não vos deixem em conflito, mas possam dar lugar a expressões de beleza! (A sorrir) Boa noite!